Olhares soltos na paisagem
Veem as vias,
Descobrem as vidas
Dispersas por ocasião.
Olhares soltos, mas esculpem em sua retina
A dor sentida pelo outro
Enquanto as pálpebras alheias se tocam num simples ato de piscar.
Olhares soltos
Que detectam a alma libertária
Dos que peitam as desventuras
E mesmo assim não se esquecem de sonhar.
Mas que entendem as minúcias
E se comovem com as angústias
Escondidas nos cabelos grisalhos
De quem esta vendo seu tempo passar.
Olhares soltos no tempo,
Que se permitem encontrar amor
Que se permitem encontrar amor
Onde muitos só acham dor.
Olhares
Que deixam de ser soltos e despretensiosos
Quando ousam te observar.
Olhares
Que deixam de ser soltos e despretensiosos
Quando ousam te observar.
15-09-2014
aildo picanço
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